O ônibus fez a curva no Largo do
Machado e parou em frente à catedral para que alguns passageiros subissem e
outros descessem. Havia um movimento em frente à igreja. A primeira imagem que
captei foi um menino de uns vinte e poucos anos em uma cadeira de rodas, com um
joelho enfaixado e uma máquina fotográfica pendurada no pescoço; ele a
examinava com atenção.
Pensei: o que será que essa
garotada está fazendo em frente à igreja? Olhei ao redor e vi uma turma
numerosa sentada nos degraus da entrada principal. Em segundos meus olhos
grudaram em duas pessoas. Um garoto louro com cabelos cacheados e barba tinha
entre suas pernas abertas uma outra pessoa. O rapaz sorria e acariciava um dos
mamilos de uma blusa florida.
E eu, que sempre ando com meu mp3
nos ouvidos, naquele momento notei que tocava “Vaca Profana” do Caetano: “Vaca
profana põe teus cornos, prá fora e acima da manada”. Nossa...a trilha perfeita
para cena.
Enfim, voltando àquela carícia
tão pública, pensei: Caramba...o menino está passando a mão no seio da namorada
sem a menor preocupação. Bem, deixe-me ver ao menos se ela está gostando.
A cabeça estava jogada para trás,
encostada no peito dele, mas vi um sorriso estampando o rosto de pele clara.
Sim ela estava gostando. Notava-se logo. Prendi-me a eles por alguns segundos.
As carícias continuaram. Resolvi então analisar o entorno.
Ora ora...o rapaz que estava do
lado direito do casal, sentado no mesmo degrau do rapaz louro, dono dos carinhos
desinibidos, olhava-os com um sorriso. Hum...que interessante. E tudo isso em
frente à Catedral do Largo do Machado. O riso veio sozinho e sem esforço.
Logo que o ônibus iniciou a saída
dei aquela olhada derradeira. Notei então que a menina não tinha seios, apenas
mamilos. E suas pernas eram peludas e seus cabelos pretos eram curtos. A menina
era menino, mas a cena se deu mesmo nas escadarias da igreja. E não é mentira
que no momento eu ouvia:
“Dona das divinas tetas derrama o leite bom na minha cara e o leite mau
na cara dos caretas”
Irmã, eu já protagonizei uma cena de sexo em que - no momento que eu abria as pernas com voracidade, tocava Gal com plenos agudos "derrama o leite bom na minha cara".
ResponderExcluirNão, eu não ri! Minha emoção estava em outro nível...
Much better I suppose.
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