O pedaço de carvão passeava pela parede branca em busca de formas que a mente queria exteriorizar.
A mão corria de um lado a outro acompanhada pelos olhos, que conferiam a compatibilidade das formas.
A mão corria de um lado a outro acompanhada pelos olhos, que conferiam a compatibilidade das formas.
Em cima do banco ficou o gênio nanico saído de uma lâmpada mágica imaginária. Atrás dele, duas mulheres. Uma delas com artefato semicircular na cabeça, com fio que o ligava a algum lugar. Os olhos da outra transmitiam medo, enquanto a boca se abria em solidário sentimento. Ela olhava à frente com o braço esticado, apontando o perigo.
No entanto, eis que surge o dono da parede que servia de abrigo para a trama inacabada. Não gostou da bagunça e brigou com a dona daquela mão atrevida. Isso não poderia mais se repetir. A parede voltaria a ser branca durante a semana.
De tudo, sobrou uma foto do desenho e da desenhista, sentada em frente à sua criação com final suspenso, como é hoje a maneira que mais gosta de contar histórias.
