domingo, 26 de agosto de 2012

Ensinamentos de Dante


Hoje, Vanessa me pediu que eu lhe mandasse um email contando as peripécias de Dante. Prometi que o faria, porém farei por aqui mesmo, assim, outros interessados podem acompanhar.

Quando saímos de férias em junho desse ano fomos para Trancoso/Bahia. Ficamos em uma pousada perto do famoso Quadrado. Todos os dias comíamos por lá. Numa das noites, ele disse que queria voltar para a pousada, pois estava com sono e queria dormir. Adrián ofereceu-lhe o colo para que ele dormisse, oferta que ele não só aceitou como simulou uma dormida fechando os olhinhos. Eu tirei uma foto. E ficamos brincando com isso. Em uma das fotos ele está com olhos fechados, na outra com olhos arregalados.

O fato é que ele queria mesmo voltar para a pousada, para a “casa blue”, como ele chamava nosso chalé azul. Ao voltarmos ele não só não dormiu como ficou agitado, pulando na cama e gritando. Eu não dei mole e fui logo questionando: Escuta, você não falou que queria voltar para casa porque queria dormir?

Ele me olhou surpreso e com os olhinhos mirando para cima em busca de alguma resposta que o salvasse pôs-se a repetir: é...é...é...

Eu não dava mole: você falou isso sim, disse que queria dormir, durma agora, Dante. Vamos, estou esperando. Você nos fez voltar e agora tá aí, todo acordado. Como é que é isso? Agora quero ver você dormir!

E ele: é...é...mas...

Até que lhe ocorreu um fato muito importante e que aquela minha conduta acusatória cheia de razão não estava levando em conta: “óla mamãe...eu dumi, você tilo foto”

Diante do meu olhar chocado e boca entreaberta, Adrián apontou-me o dedo e morreu de rir. Eu, do meu lado, estava incrédula com o que ouvi, porém em êxtase. O meu menino, com tão pouca idade, diante de discurso tão veemente, requereu provas sabidamente produzidas.

Não. Não me esqueci de que ele simulou uma situação. Mas isso já é outra história.

 

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