Gostei do nome e vi que o
filme era francês. Nada além disso, não tive tempo de ler sobre o que se tratava. Uma experiência no escuro.
A sessão começava às 13:50 h. e esse era o horário em que eu estava comprando o ingresso.
- Ainda dá para entrar?
- Sim.
- Hum...você sabe se o filme é bom?
- Olha, as sessões têm lotado, não é o caso de
hoje, mas nas últimas três semanas lotou.
- Eu vou nesse mesmo.
Entrei na sala quase vazia e
escolhi onde sentar. Não havia perdido nenhuma cena do filme. Que bom.
O espectador se vê no domínio
da narrativa, sem que os segredos da trama lhe sejam ocultados. Parece bem
fácil; é só se acomodar na poltrona e assistir o desenrolar dos acontecimentos,
que parecem óbvios. Todos os personagens são interessantes. Todos.
No entanto, algumas coisas
incomuns vão sendo deixadas no meio do caminho, tal qual pistas para que, quem
sabe, o espectador se dê conta do que está passando. Eu as vi e as estranhei
ali, mas não resisti à sedução proposta.
Não ignorei os sinais deixados,
cheguei perto, mas não descobri o que de fato se passava. Numa das últimas
cenas, antes da descoberta final, pensei: “Nossa! Um golpe dentro do outro!”
Pois é, eu ainda nem tinha
chegado ao último, esse sim, destinado a quem assiste. E revelado na maior naturalidade, na cena menos carregada de todas.
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